sexta-feira, março 25, 2011

Racismo acontece quando...

Os da raça humana de uma dada tribo que ocupa determinada região, que em razão de mera adaptação climática, somando-se ao fato de se relacionarem sexualmente só com membros daquele grupo, acabam desenvolvendo e herdando algumas características comuns.

Esses, movidos por ganância, invadem outra tribo da raça humana, que por sua vez, adaptados e se "comendo" entre si, também desenvolveram algumas particularidades próprias.

Ai, arbitrariamente, os invasores elencam aquelas características que aquele agrupamento de pessoas apresenta em dissonância com as deles e usa isso pra inventar que eles são menos merecedores do título humano. Os invasores usam-se como padrão de comparação auto-referenciando-se como "O Ideal Humano".

Ora, se é para ser arbitrário, então eu mesmo posso criar meu lixo racista, e não comer o lixo racista que outros criaram. Então, nesse momento fui acometido por uma esquizofrenia e passei a acreditar que existem duas raças entre os humanos: os que tem olhos escuros, e os que tem olhos claros, sendo que o que tem olhos escuros é muito superior aos de olhos claros. Claro que isso tem tanto fundamento como a existência da raça dos negros, dos amarelos, dos vermelhos e dos brancos.

quarta-feira, novembro 24, 2010

Autoridade é projeção paterna-materna. Essa noção remonta a base de nossa modelação (aprendizado de comportamentos e significados). Embora seja mais um comportamento do medo, pode ser subvertido e usado como uma potente ferramenta terapeutica. Algumas tradições permanecem na estrutura de autoridade/dogma. E essas linhas, será que não foram escritas condicionadas pelo desejo de receber projeção de autoridade?

sexta-feira, novembro 12, 2010

A imaginação "produz" ansiedade quando os estímulos exteriores a “confirmam”, a "justificam". A bicicleta aproximava-se do portão de ferro, fechado, “irresistivelmente”, a cada momento, e isso encurtava cada vez mais o tempo disponível para minha freada, e dificultava cada vez mais a chance de sair ileso do acidente.

A cada segundo que passava sem encontrar a chave, mais atrasado ficava, e por conseguinte, alimentava-me também a imaginação “irresistivelmente”.

Durante a prova o mesmo acontecia... A cada segundo de ausência de resposta, menos tempo tinha disponível para solucionar perguntas e respondê-las, “irresistivelmente”.

Não será por isso que o hipnotizador usa-se da contagem e de outras estratégias de natureza semelhante?
Com a Ansiedade o aparelho cognitivo entra em colapso. Torna-se muito difícil discriminar efetivamente e emitir respostas mais eficazes quando Ela está no controle. Por isso discriminações e lembranças se tornam tão incríveis quando estamos em estado de transe (mais libertos do controle da Ansiedade), e quanto mais profundo, mais liberto e, por conseguinte, efetivo se torna nosso aparelho cognitivo, inveredando inclusive para fenômenos como hipermnesia e hiperestesia. Isso explica porque razão a hipnose pode ser tão terapêutica.

terça-feira, novembro 09, 2010

O erro de Emile Coué está em ter emitido uma frase incompleta. Aquela célebre frase, lembra-te, acerca da imaginação sempre vencer a vontade?

Quando eu era bem menor do que hoje sou, aprendi a andar de bicicleta. Certa vez, ainda no princípio do condicionamento, antes do equilíbrio necessário tornar-se uma aptidão inconsciente, vi, há vários metros de mim um portão fechado. Nesse momento, tomado por uma ansiedade profunda ao imaginar que se não conseguisse frear bateria contra o portão minha bicicleta novinha, embora estivesse a muitos metros de mim, paralisou-se meus movimentos. Não fui capaz de apertar o freio. Batí. Entortei o pneu dianteiro da bicicleta, e a mim mesmo. No impacto voei do banco, e colidi com meu saco escrotal no ferro do guidon.

Noutra ocasião, ainda quando era muito menor do que sou hoje, havia estudado muito para passar de um exame, no qual a matéria era muito extensa e difícil. Embora tivesse estudado muito, estava muito preocupado com a possibilidade de me estrepar no exame. Quando recebi a prova, a ansiedade invadiu-me. Não lembrava de absolutamente nada! Branco absoluto. Estrepei-me, evidentemente.

Ontem, atrasado para sair, não encontrava a chave de forma alguma. Procurei varias vezes numa gaveta que lembrava tê-la colocado, e absolutamente nada de chave. Compreendi seu misterioso sumiço. Sentei-me. Entrei em auto-hipnose. Afundei-me na paz interior. Abri a gaveta novamente, e realmente lá estava a chave, conforme recordava. No momento anterior, fui acometido de uma ilusão negativa, pois não?

Certa vez, um místico chamado Bhagwan Shree Rajneesh acertou ao falar algo mais ou menos assim: “só duas coisas são certas de acontecerem. O que intensamente desejamos e o que intensamente tememos”.

Então, não é exatamente a imaginação que vence a vontade. Quem inverte o vetor da vontade é a ANSIEDADE. Rouba-lhe o controle. Muitos rituais religiosos que envolvem imagens e símbolos soturnos e/ou situações de estimulação intensa com gritos e tambores, sacrifícios, auto-mutilações et cetera, utilizam-se dessa qualidade de transe. O sujeito submergindo-se numa situação de stress absurda, perde-se totalmente da vontade-no-controle para a ansiedade-no-controle.

Outra situação onde intensos fenômenos hipnóticos, como ilusões positivas e negativas, manifestam-se condicionadas pela ansiedade-no-controle são nos psicóticos: paranóia, esquizofrenia, ou outras patologias mais dolorosas. Até agora, de todas as pessoas que auxiliei terapeuticamente, sem qualquer exceção encontrada, verifiquei que tudo desaparecia completamente na ausência da ansiedade, o que me confirmou serem todas fruto de ansiedade-no-controle.

Mesmo todas as induções instantâneas produzídas, salvo quando simplesmente encontrei pessoas obedientes, são fruto da ansiedade-no-controle. Coloquei-os em situação de stress interrompendo respostas sociais ou em stress por conta do sustos, por exemplo.

Posturas compulsívas inclusive, diga-se de passagem, são processos hipnóticos oriundos da ansiedade-no-controle.

Allah, quando então estarei eu no controle? Quando é que o medo não me condiciona?

sábado, outubro 09, 2010

Sempre que falo, não o faço pelas palavras ditas, mas pelo desejo de alimentar-me psicologicamente com a reação do outro.

Algumas palavras são ditas condicionadas pelo prazer do sadismo. Nesse caso, manifesto um comportamento lingüístico de punição, desejoso de "comer" o prazer do sofrimento alheio.

quinta-feira, setembro 16, 2010

Ciência é uma construção verbal que procura registrar discursos "enxutos" sobre aquilo que parece ser o "hábito" da realidade empírica. Esse discurso lingüístico será considerado verdadeiro, desde que haja confirmação empírica, e enquanto não haja outro discurso mais "enxuto" que venha a lhe sobrepor.

quarta-feira, setembro 15, 2010

O universo sensível é fruto da Ansiedade/Desejo de Allah. Só a ansiedade/desejo tem a qualidade de se objetivarem. O Amor segue a direção oposta da ansiedade/desejo. Desejo e medo são fruto do mesmo movimento e são indissociaveis.