O pensamento incorpora esses processos compulsívos com a melhor das intensões, inclusive. Esse embotamento da atenção é anestésico, então sua "intensão" é catarsica, COMPENSATÓRIA. Ele o faz numa tentativa de solução do problema da dor. Mas o tiro sai pela culatra, e em lugar do apego resolver o problema da dor ele acaba a intensificando. Realmente a dor só não se manifesta durante a saciedade de um apego, mas tão logo a refeição acabe, a dor se manifesta, só que mais intensa, por conta de mais uma "boca" pra comer.
Jihad, que é esse processo de luta contra compulsões, só se torna possível através da concentração. Só a concentração é capaz de refrear pensamentos. E ao refrear pensamentos, desejos são refreados. E ao refrear desejos, comportamentos não se manifestam. O pensamento, por si só, não consegue fazê-lo. De qualquer jeito havera oscilação, e algumas poucas "recaídas" naturalmente acontecem (alguns apegos são muito fortes dentro de nós) - a diferença é que a frequencia da emissão do comportamento compulsivo será exponencialmente subtraída! Pontos para a auto-realização.
Note-se que não nos refirimos ao sexo em si, posto que não há qualquer problema com ele. Só nos refirimos aqui ao comportamento sexual compulsivo. Aliais, nos referimos aqui a toda prática compulsiva, independentemente se for sexual ou não, pois todas são essencialmente esse mesmo mecanismo. E todas envolvem uma tentativa de reter o prazer e afugentar a dor.
Ao falar em "Trabalho" nos referimos a qualquer pratica autohipnotica, seja ela meditação, oração, yoga et cetera.
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