Duas operações interessantes do sistema cognitivo são: 1. dar significado a idéias e 2. organizá-las segundo critérios de causalidade. Toda idéia nasce de um recorte particular de experiencias sensíveis. Essas sensações podem ser internas ou externas. Como nossa consciencia de si é também coisa sentida, ela se torna idéia. É daí que advém a idéia de Si. Como aquilo que somos é amorfo, posteriormente tomamos emprestado a figura do corpo para delimitar o "si" enquanto idéia. Após tornar-se idéia, o pensamento busca-lhe significado e razão, como o faz naturalmente a tudo que se associa a emoção e que se encontra arnazenado na memória. Então, é facil compreendermos porque sempre buscaremos finalidade para si mesmo. É apenas vício cognitivo, muito bem alimentado pelo transtorno-de-ansiedade-nosso-de-cada-dia.
quarta-feira, julho 28, 2010
terça-feira, julho 27, 2010
Dúvidas têm muito mais poder que afirmações. Cognitivamente falando. O problema da dúvida é que ela é dor, tensão, problema. Por isso, foge-se desesperadamente da dúvida. O Caminho do religioso é uma forma de hedonismo cognitivo. Foge-se da insegurança cognitiva produzida pela dúvida ancorando-se em dogmas de uma figura de autoridade. Através da duvida pode-se atingir a auto-realização muito mais rapidamente que através da fé, exatamente por ser a dúvida uma dor. A dor elicia sem grandes dificuldades nossa atenção. Ora, só percebemos que temos dedo mindinho do pé esquerdo quando o sapato lhe aperta.
domingo, julho 18, 2010
Desejas saber sobre o esquema mental dos religiosos?
Bem, como esses esquemas mentais não sobrevivem por si só, uma vez que não são confirmados pelas evidencias, precisam da confirmação dos outros para sobreviverem. Distorsões cognitivas até acontecem pra selecionar/deformar evidências no intuito de alimentar os discursos e crenças, mas essas distorções não são suficientes para nutrir o esquema. Ele somente se fixa em função de reforço social, inevitavelmente. Quando alguém se manifesta tomando nossa crença por ridícula ou questionando-a, a dor que o apego ao esquema produz se torna tão insuportável e inconcebível, que, para evadir-se da dor, condicionados pelo medo, ou fugimos ou reagimos com raiva, manifestando comportamentos punitivos.
Sem aprovações sociais, toda religião se desintegra por si só. Muitas já deixaram de existir. Muitas que hoje em dia são existentes, no futuro não mais existirão. Por isso, "evangelizar", "catequizar", "missões", "anunciar a boa nova", "jihad" etc são realmente de vital importância para sua sobrevivência. Esse comportamento, mais que todos os outros, agrada as divindades presentes naquele sistema de crenças.
Mas não se engane! As crenças, os discursos, não são a qualidade substancial das religiões. Muito pelo contrário. São acidentais. Se resumem a uma interpretação linguística abarrotada de condicionamentos sociais e superstições sobre fenomenos hipnóticos.
Recordo-me do sujeito que acreditava que a energia do Sheik ia proteger-lhe da dor da espada, do sangramento e da cicatrização. E plof! Aconteceu. Claro! Por isso a fé é vital para que a religião "funcione". Sem convicção não há fenômeno hipnótico. E sem o fenômeno hipnótico a religião não "funciona".
Bem, como esses esquemas mentais não sobrevivem por si só, uma vez que não são confirmados pelas evidencias, precisam da confirmação dos outros para sobreviverem. Distorsões cognitivas até acontecem pra selecionar/deformar evidências no intuito de alimentar os discursos e crenças, mas essas distorções não são suficientes para nutrir o esquema. Ele somente se fixa em função de reforço social, inevitavelmente. Quando alguém se manifesta tomando nossa crença por ridícula ou questionando-a, a dor que o apego ao esquema produz se torna tão insuportável e inconcebível, que, para evadir-se da dor, condicionados pelo medo, ou fugimos ou reagimos com raiva, manifestando comportamentos punitivos.
Sem aprovações sociais, toda religião se desintegra por si só. Muitas já deixaram de existir. Muitas que hoje em dia são existentes, no futuro não mais existirão. Por isso, "evangelizar", "catequizar", "missões", "anunciar a boa nova", "jihad" etc são realmente de vital importância para sua sobrevivência. Esse comportamento, mais que todos os outros, agrada as divindades presentes naquele sistema de crenças.
Mas não se engane! As crenças, os discursos, não são a qualidade substancial das religiões. Muito pelo contrário. São acidentais. Se resumem a uma interpretação linguística abarrotada de condicionamentos sociais e superstições sobre fenomenos hipnóticos.
Recordo-me do sujeito que acreditava que a energia do Sheik ia proteger-lhe da dor da espada, do sangramento e da cicatrização. E plof! Aconteceu. Claro! Por isso a fé é vital para que a religião "funcione". Sem convicção não há fenômeno hipnótico. E sem o fenômeno hipnótico a religião não "funciona".
sexta-feira, julho 16, 2010
É verdadeiro que, essencialmente, toda realidade é consciência. Estás correto em afirmá-lo. Mas há de se ter um pouco de critério nessa proposição, para não recaírmos num ponto de vista de esquizofrênico. Embora não haja diferença de estofo, uma vez que tudo que temos são sensações, há diferença de qualidade entre essas sensações que nos acontecem. Uma dessas sensações é fruto de objetivações de camadas profundas do Inconsciente. Outra é apenas reação na forma de idéias e emoções a essas objetivações. Uma advém da superfície da mente. Outra, das profundezas.
explicarei na forma de uma historinha, para melhor compreenderes a diferença de não se diferenciar objetividade de subjetividade:
Certa vez, Nasruddin chegou em sua casa, e encontrou sua esposa suando e malhando na cama (tendo relações sexuais) com o morador fisiculturista do 5º andar. Naquele momento, ela, pelada sobre a cama, se virou para ele e disse - "Que bom que você chegou, meu querido. Estou aqui na cozinha, te preparando um jantar maravilhoso."
Essa é a diferença entre a realidade objetiva (inter-subjetal) e a subjetiva. Fujo se um leão faminto aparece em nossa frente. Agora, não preciso fugir do leão imaginario que aparece em no pensamento, na hora que lí a palavra "leão" desse texto. Resumidamente, o primeiro Leão existe, e então é visto. O segundo, é visto e então existe. Sem o primeiro leão (objetivo) e todas as sensações primárias que dele advém, sequer seriamos capazes de criar a idéia de leão no pensamento.
explicarei na forma de uma historinha, para melhor compreenderes a diferença de não se diferenciar objetividade de subjetividade:
Certa vez, Nasruddin chegou em sua casa, e encontrou sua esposa suando e malhando na cama (tendo relações sexuais) com o morador fisiculturista do 5º andar. Naquele momento, ela, pelada sobre a cama, se virou para ele e disse - "Que bom que você chegou, meu querido. Estou aqui na cozinha, te preparando um jantar maravilhoso."
Essa é a diferença entre a realidade objetiva (inter-subjetal) e a subjetiva. Fujo se um leão faminto aparece em nossa frente. Agora, não preciso fugir do leão imaginario que aparece em no pensamento, na hora que lí a palavra "leão" desse texto. Resumidamente, o primeiro Leão existe, e então é visto. O segundo, é visto e então existe. Sem o primeiro leão (objetivo) e todas as sensações primárias que dele advém, sequer seriamos capazes de criar a idéia de leão no pensamento.
quinta-feira, julho 15, 2010
quarta-feira, julho 14, 2010
Basta uma única lembrança experimental de uma compulsão esquecida, para que ela retorne a condicionar com força total novamente. Ela então produzirá desejos, e através deles buscará eliciar os comportamentos necessários para seu abastecimento, em uníssono com sua fome de reforço. Seu movimento é sempre pendular, oscilando entre saciedade e privação - semelhante a um estômago. Toda a compulsão produz conseqüências aversivas, privando-nos noutros aspectos da vida - normalmente nos de natureza bio-social.
domingo, julho 11, 2010
o que bloqueia o acesso ao "inconsciente" (e assim, torná-lo consciente) é a atividade cognitiva. Ela é fruto da ansiedade. E a ansiedade é um desdobramento do medo. E o medo é um desdobramento da dor.
Cerebralmente, registros de dor e prazer são gravados pelo sistema límbico - e é desses registros que nossos comportamentos são eliciados, independentemente de termos ou não uma descrição linguística das verdadeiras causas.
Eventualmente, o límbico, desejoso de aliviar tensões produzidas pela propria cognição, acaba, na busca de solucionar esse problema, levando-nos a emitir comportamentos compulsivos. Esses comportamentos compulsivos, em lugar de solucionarem o problema, normalmente os pioram. Por exemplo, imaginemos um alcoolatra. Tão logo o alívio da tensão proporcionado pelo prazer da compulsão desapareça, manifestar-se-á nele a dor da culpa. E essa dor virá a acrescentar-se aos registros límbicos, e assim, aumentar sua ansiedade. Aumentando a ansiedade, a tensão também será aumentada. Aumentando-se a tensão, aumentar-se-á o desejo por alívio. Como a única resposta comportamental acerca do alívio que o límbico "compreende" é o "prazer", o vício será então reforçado.
Antes de qualquer compulsão existir, existe necessariamente a compulsão cognitiva. Todas as compulsões são compensações da mesma.
Cerebralmente, registros de dor e prazer são gravados pelo sistema límbico - e é desses registros que nossos comportamentos são eliciados, independentemente de termos ou não uma descrição linguística das verdadeiras causas.
Eventualmente, o límbico, desejoso de aliviar tensões produzidas pela propria cognição, acaba, na busca de solucionar esse problema, levando-nos a emitir comportamentos compulsivos. Esses comportamentos compulsivos, em lugar de solucionarem o problema, normalmente os pioram. Por exemplo, imaginemos um alcoolatra. Tão logo o alívio da tensão proporcionado pelo prazer da compulsão desapareça, manifestar-se-á nele a dor da culpa. E essa dor virá a acrescentar-se aos registros límbicos, e assim, aumentar sua ansiedade. Aumentando a ansiedade, a tensão também será aumentada. Aumentando-se a tensão, aumentar-se-á o desejo por alívio. Como a única resposta comportamental acerca do alívio que o límbico "compreende" é o "prazer", o vício será então reforçado.
Antes de qualquer compulsão existir, existe necessariamente a compulsão cognitiva. Todas as compulsões são compensações da mesma.
Mais importante que uma ressignificação cognitiva, que é a fnalidade do conhecimento, a prática da meditação passiva tem papel central no processo.
Alguns irmãos tem a tendência de acreditar que o conhecimento será apenas um obstáculo. Não há verdade nessa proposição. Pode sê-lo, assim como a religião, ou assim como qualquer outra compulsão.
O que acontece com o conhecimento é que ele se torna uma compulsão substitutiva. Normalmente a religião assume esse papel de substitutiva em tradições místicas. A compulsão religiosa assume o papel das demais, sufocando-as, e assim libertando o fiel dos vicios e preparando o terreno para a autorealização. Com o conhecimento o mesmo processo acontece. Ele assume o papel de "compensação", libertando o sujeito de outros vícios compensatórios.
É bem verdade que só através da concentração, na forma de praticas meditativas, é que finalmente a mente começa a se aquietar, e assim abandonar o hábito de alienar-se de si mesma. Pois é esse hábito que elicia toda compulsão e toda delusão.
Alguns irmãos tem a tendência de acreditar que o conhecimento será apenas um obstáculo. Não há verdade nessa proposição. Pode sê-lo, assim como a religião, ou assim como qualquer outra compulsão.
O que acontece com o conhecimento é que ele se torna uma compulsão substitutiva. Normalmente a religião assume esse papel de substitutiva em tradições místicas. A compulsão religiosa assume o papel das demais, sufocando-as, e assim libertando o fiel dos vicios e preparando o terreno para a autorealização. Com o conhecimento o mesmo processo acontece. Ele assume o papel de "compensação", libertando o sujeito de outros vícios compensatórios.
É bem verdade que só através da concentração, na forma de praticas meditativas, é que finalmente a mente começa a se aquietar, e assim abandonar o hábito de alienar-se de si mesma. Pois é esse hábito que elicia toda compulsão e toda delusão.
sexta-feira, julho 09, 2010
O psicopata é maniaco assim como o bipolar, com a diferença de que tornou-se compulsivo pelo prazer do sadismo. É o intenso prazer que o sadismo produz que lhe anestesia a dor da culpa. Ele realmente jamais se sentirá culpado por coisa alguma, desde que essa coisa traga sofrimento a outrem. Ele só se sente culpado quando não consegue ter exito no comportamento de punir. Muito gente boa ele, não é mesmo?
Há em mim um psicopata, assim como um bipolar, assim como um psicótico, assim como toda a sorte de compulsividades latentes... sinto em mim todos os transtornos cognitivos. Então, é fácil falar sobre todos os transtornos. Quando preciso falar sobre um psicopata, por exemplo, basta olhar-me e verbalizar o que vejo.
Um lugar onde o sadismo não causa lá grandes problemas sociais é nos esportes competitivos e jogos. Ele é um dos grandes condicionantes do comportamento competitivo. Nos esportes, os taradões pelo orgasmo de gozar com a derrota do adversário, ainda recebem reforço social.
Há em mim um psicopata, assim como um bipolar, assim como um psicótico, assim como toda a sorte de compulsividades latentes... sinto em mim todos os transtornos cognitivos. Então, é fácil falar sobre todos os transtornos. Quando preciso falar sobre um psicopata, por exemplo, basta olhar-me e verbalizar o que vejo.
Um lugar onde o sadismo não causa lá grandes problemas sociais é nos esportes competitivos e jogos. Ele é um dos grandes condicionantes do comportamento competitivo. Nos esportes, os taradões pelo orgasmo de gozar com a derrota do adversário, ainda recebem reforço social.
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