domingo, julho 11, 2010

Mais importante que uma ressignificação cognitiva, que é a fnalidade do conhecimento, a prática da meditação passiva tem papel central no processo.

Alguns irmãos tem a tendência de acreditar que o conhecimento será apenas um obstáculo. Não há verdade nessa proposição. Pode sê-lo, assim como a religião, ou assim como qualquer outra compulsão.

O que acontece com o conhecimento é que ele se torna uma compulsão substitutiva. Normalmente a religião assume esse papel de substitutiva em tradições místicas. A compulsão religiosa assume o papel das demais, sufocando-as, e assim libertando o fiel dos vicios e preparando o terreno para a autorealização. Com o conhecimento o mesmo processo acontece. Ele assume o papel de "compensação", libertando o sujeito de outros vícios compensatórios.

É bem verdade que só através da concentração, na forma de praticas meditativas, é que finalmente a mente começa a se aquietar, e assim abandonar o hábito de alienar-se de si mesma. Pois é esse hábito que elicia toda compulsão e toda delusão.

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