o que bloqueia o acesso ao "inconsciente" (e assim, torná-lo consciente) é a atividade cognitiva. Ela é fruto da ansiedade. E a ansiedade é um desdobramento do medo. E o medo é um desdobramento da dor.
Cerebralmente, registros de dor e prazer são gravados pelo sistema límbico - e é desses registros que nossos comportamentos são eliciados, independentemente de termos ou não uma descrição linguística das verdadeiras causas.
Eventualmente, o límbico, desejoso de aliviar tensões produzidas pela propria cognição, acaba, na busca de solucionar esse problema, levando-nos a emitir comportamentos compulsivos. Esses comportamentos compulsivos, em lugar de solucionarem o problema, normalmente os pioram. Por exemplo, imaginemos um alcoolatra. Tão logo o alívio da tensão proporcionado pelo prazer da compulsão desapareça, manifestar-se-á nele a dor da culpa. E essa dor virá a acrescentar-se aos registros límbicos, e assim, aumentar sua ansiedade. Aumentando a ansiedade, a tensão também será aumentada. Aumentando-se a tensão, aumentar-se-á o desejo por alívio. Como a única resposta comportamental acerca do alívio que o límbico "compreende" é o "prazer", o vício será então reforçado.
Antes de qualquer compulsão existir, existe necessariamente a compulsão cognitiva. Todas as compulsões são compensações da mesma.
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