Desejas saber sobre o esquema mental dos religiosos?
Bem, como esses esquemas mentais não sobrevivem por si só, uma vez que não são confirmados pelas evidencias, precisam da confirmação dos outros para sobreviverem. Distorsões cognitivas até acontecem pra selecionar/deformar evidências no intuito de alimentar os discursos e crenças, mas essas distorções não são suficientes para nutrir o esquema. Ele somente se fixa em função de reforço social, inevitavelmente. Quando alguém se manifesta tomando nossa crença por ridícula ou questionando-a, a dor que o apego ao esquema produz se torna tão insuportável e inconcebível, que, para evadir-se da dor, condicionados pelo medo, ou fugimos ou reagimos com raiva, manifestando comportamentos punitivos.
Sem aprovações sociais, toda religião se desintegra por si só. Muitas já deixaram de existir. Muitas que hoje em dia são existentes, no futuro não mais existirão. Por isso, "evangelizar", "catequizar", "missões", "anunciar a boa nova", "jihad" etc são realmente de vital importância para sua sobrevivência. Esse comportamento, mais que todos os outros, agrada as divindades presentes naquele sistema de crenças.
Mas não se engane! As crenças, os discursos, não são a qualidade substancial das religiões. Muito pelo contrário. São acidentais. Se resumem a uma interpretação linguística abarrotada de condicionamentos sociais e superstições sobre fenomenos hipnóticos.
Recordo-me do sujeito que acreditava que a energia do Sheik ia proteger-lhe da dor da espada, do sangramento e da cicatrização. E plof! Aconteceu. Claro! Por isso a fé é vital para que a religião "funcione". Sem convicção não há fenômeno hipnótico. E sem o fenômeno hipnótico a religião não "funciona".
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